NOTA: 5.0

Um vilarejo isolado com histórias muito macabras. Esse é o ambiente em que o enredo fantástico de Higurashi no Naku Koro Ni se desenvolve. Numa trama repleta de surpresas, emoções e revelações, temos um dos melhores psychological-thrillers do mundo anime.

Sinopse:

Em 1983 Maebara Keiichi e sua família acabam de se mudar para o vilarejo Hinamizawa. Hinamizawa é um vilarejo bem pequeno, com poucos habitantes, isolado entre as montanhas. Só tem uma escola, que só tem uma sala de aula, onde todos os alunos, independente da idade, estudam juntos. Lá Keiichi faz vários amigos: Suas colegas de classe, Ryuuguu Rena, Shinozaki Mion, Furude Rika e Houjou Satoko, sua professora Chie-sensei, o doutor da clínica da cidade Irie-sensei, um fotógrafo Tomitake-san, a enfermeira da clínica Takano Miyo-san e um detetive Ooishi-san. E, eu sei que essa frase pode parecer super-usada, mas ela faz mais sentido do que nunca aqui: Tudo parecia correr bem, mas algo estranho começa a ocorrer no vilarejo…

Será que Keiichi está ficando doido? Será que todos estão ficando doidos? Será que tem demônios se apossando das pessoas? O que é realidade? O que é ilusão? É com essas perguntas que a primeira temporada do anime (correspondente ao jogo “When They Cry 1”) se encerra, abrindo inúmeras possibilidades para a segunda temporada.

Análise:

Como no jogo, o anime é dividido em seis ‘capítulos’ que ele chama de ‘Episódios’. São eles: Onikakushi-hen (entre os episódios 1 e 4 do anime), Watanagashi-hen (entre os episódios 5 e 8 do anime), Tatarigoroshi-hen (episódios 9 a 13), Himatsubushi-hen (14 e 15), Meakashi-hen (16 a 21) e, por fim, Tsumihoroboshi-hen (22 a 26). Cada um desses ‘capítulos’ conta uma história diferente, como se a cada vez o autor pegasse a mesma história mas só alterasse alguns aspectos (seja uma fala, uma peça de roupa, alguma coisa) e a história se modifica completamente.

O clima de suspense e medo que o anime passa, principalmente nos primeiros episódios,  é ótimo e nos mantém presos o tempo todo tentando descobrir ‘Que raios está acontecendo?!?!?’, especialmente quando, no final do primeiro ‘capítulo’ o Keiichi morre e, mesmo assim, no episódio 5 lá está ele ‘vivinho da Silva’.

Conforme a série avança, vamos tendo um panorama geral do que está acontecendo, e o último ‘capítulo’ é, de longe, o mais bonito dessa temporada, mas, infelizmente, ele não acaba melhor do que qualquer um dos outros.

Como eu já disse, eu tenho uma queda por histórias assim e Higurashi é, pra mim, um dos maiores exemplos de anime de todos os tempos. História perfeita e muito bem contada, o clima no final dessa primeira temporada é um de ‘Mas que raios…’ e você fica tentando, inconscientemente entender tudo que está acontecendo. A arte não é das melhores, admito, mas não chega a ser feia, além de cooperar para dar um clima ‘hostil’ ao anime. Os efeitos sonoros causam uma climatização ímpar e você realmente chega a sentir, muitas vezes, como se estivesse vivendo a história.

Enfim, vale a pena ver, mesmo para que não é fã do gênero de suspense. Mesmo que não gostar da primeira temporada ou achar que não gosta deve ver a segunda, pois ela, em si, já vale a pena tanto quanto a primeira, apesar de o foco ser outro. Por isso, dê uma chance ao anime e, mesmo que não goste, assista à segunda temporada. Eu garanto que você vai se divertir.

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  1. Feiqueman disse:

    O ar misterioso é bom, mas o final é frustrante. Embora exista outra temporada e não sei quantos OVA’s, sinceramente, nem me interessei em assistir a elas, pois sei que não existe possibilidade de um final lógico para Higurashi.

  2. Gradow disse:

    Sei não hein… O final eu achei bastante emocionante e interessante. Se você se atém ao seu ponto de vista, eu recomendaria, pelo menos, dar uma lida no que a segunda temporada trata (coisa que devo postar logo). Você vai ver que não é nada ilógico ou ‘inventaram um final do nada’. Similarmente a Umineko, a primeira temporada do anime deixa a maioria pensando que ‘um anime que prometia ser de detetives virou um anime de bruxaria’, mas que já jogou o jogo até o final e conhece a história além do anime sabe que hora nenhuma a história deixa de ser de detetive.
    Como eu já disse, opinião é livre e eu não acredito ter o direito de te forçar a concordar comigo ou aceitar meu ponto de vista. É justamente essa diversidade que torna o mundo um lugar interessante.

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