NOTA: 4.0

De volta ao universo de Kara no Kyoukai, vamos agora presenciar os acontecimentos passados que desencadearam todos os dramas e mistérios que viriam pela frente.

Sinopse:

Kokutou Mikiya estava andando calmamente pelas ruas numa noite de inverno quando vê uma garota com um olhar enigmático. Tempos depois, na cerimônia de abertura do ano letivo na escola, ele reencontra essa garota, Ryougi Shiki, que, por mera coincidência, é da sua sala. Eles então começam a andar juntos pela escola: Almoçam juntos e conversam como se fossem amigos, mas Shiki sempre tem um olhar distante, antipático e as interações dos dois não são muito mais do que isso. Como ele é o único com quem Shiki interage na escola, rolam boatos de que os dois estão namorando. Um senpai de Kokutou chega a dizer que ele é o único que não consegue ver a maldade da Shiki e isso só pode ser porquê ele está apaixonado por ela, o que Kokutou nega veementemente.

Shiki, um dia, resolve chamar Kokutou para sair. Uma hora atrasada para o encontro, Shiki chega… Mas Kokutou percebe que ela não está sendo ‘ela mesma’. Ela explica que um jeito simples de entender isso seria como uma forma de ‘transtorno bipolar’. Dentro dela vivem duas pessoas: Shiki e SHIKI. A primeira é a personalidade feminina com quem ele sempre interage na escola, ela é sempre passiva, mas tem o controle do corpo. A segunda é a personalidade masculina que foi ao encontro, que é sempre ativa e que, apesar de não poder se manifestar sem a permissão da Shiki, tem todas as emoções negativas da mesma, sendo que o sentimento que rege os seus pensamentos é a ‘morte’.

Ao mesmo tempo, está ocorrendo uma onda de assassinatos na cidade: Corpos aparecem sem os membros, com os braços costurados no lugar das pernas, esse tipo de coisa. O pior é que num dos casos, o brasão do colégio de Kokutou foi encontrado perto do corpo, o que faz com que os investigadores suspeitem que o criminoso é um estudante. Kokutou, ao saber disso, pensa em SHIKI, mas não quer acreditar que ela seja a culpada. Um dia, ele resolve ir à casa da Shiki para esclarecer isso de uma vez. Porém, no caminho, ele encontra um corpo literalmente jorrando sangue pelo pescoço e, parada ao seu lado, com um sorriso diabólico no rosto e uma faca nas mãos, está Shiki. Kokutou passa muito mal com isso e fica muito chocado com o assassinato, mas se recusa a acreditar que o culpado seja Shiki. ‘Ela só estava lá, parada. Eu não a vi fazer nada.’, diz ele a ela, quando ela o pergunta o motivo de ele não ter contado nada à polícia. Ele descobre que realmente é como seu senpai dissera: Ele gosta da Shiki.

Daí em diante ele passa todas as noites do lado de fora da janela da Shiki, quase um stalker, vigiando para se certificar de que ela não está matando ninguém. Porém, numa noite, Shiki aparece e começa a persegui-lo com uma faca. Quando ela finalmente o alcança e coloca a faca no pescoço dele…

‘Eu não quero morrer.’

‘Eu quero te matar.’

Depois disso, a cena corta e vemos Kokutou levando flores para Shiki, num hospital. Ela está adormecida desde o acontecido, dois anos atrás.

Análise:

O segundo filme da série Kara no Kyoukai é o primeiro cronologicamente e além de mostrar como Shiki e Kokutou se conheceram, nos dá um panorama geral da série (assassinatos, personalidades dividias etc.). Ele é o episódio que serve como base para todos os outros e, apesar de muitos mistérios ficarem no ar, muitas coisas estão começando a fazer sentido já, mesmo para quem não sabe nada do nasuverse.

A análise é basicamente a mesma do episódio anterior: Uma história um pouco confusa para os que não estão familiarizados com o nasuverse, mas mesmo assim incrivelmente boa. Arte e sons indescritivelmente bons, tornando a experiência toda muito mais agradável e prazerosa.

Fica aqui a dica: Depois de terminar de ver os 7 filmes, tente assisti-los de novo, só que, desta vez, na ordem cronológica da série.

Bonus points: Encontre a referência a Melty Blood e Kagetsu Tohya no filme.


 

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